sábado, 19 de janeiro de 2013

Comunicado importante para nosso leitor,que estamos de volta para informar as coisas da zona rural de Santa cruz.

sábado, 8 de dezembro de 2012

JULIÃO FERRAGENS E CONSTRUÇÕES.

                               

                                    


                                                 

Luminárias de vários modelo
         



Atenção!!!

Hoje última reunião do ano de 2012, na sede da Associação dos pequenos Produtores Rurais de magana e Porteiras, terá inicio por volta das 20:00, deste dia, 08-12-2012.

domingo, 25 de novembro de 2012

Igreja Congregacional de Magana Comemora 151 anos dos Salmos & Hinos.

Salmos & Hinos
    No ano de 1861, o organizador e primeiro pastor da Igreja Evangélica Fluminense, auxiliado pela sua dedicada e culta esposa, D. Sarah Poulton Kalley, preparou e fez circular no Rio de Janeiro a primeira edição da coletânea de hinos evangélicos denominada Salmos & Hinos: a primeira coleção impressa de hinos evangélicos na Língua portuguesa. Destinava-se ao "uso daqueles que amam ao Nosso Senhor Jesus Cristo." Continha 18 Salmos metrificados e 32 hinos. O hinário foi usado pela primeira vez na Igreja no domingo de 17 de novembro de 1861. Lançado com apenas 50 números, sucessivamente foi recebendo  novos hinos, para o que eficientemente colaborou o filho adotivo do casal Kalley, o Dr. João Gomes da Rocha, chegando a conter 608 hinos.

    A primeira edição contendo  também músicas, saiu sete anos depois. isto é, em 1868, tomou o nome de "Salmos e Hinos com Músicas Sacras", como temos atualmente.Nos 50 primeiros anos de sua história, o "Salmos e Hinos com Músicas Sacras" teve quatro edições (1868, 1889, 1899 e 1919). Desta última, já com 608 hinos, foram feitas três tiragens (1919, 1952, 1959).

    Por esse tempo, o hinário já gozava de conceito igual ao das melhores e mais completas coleções de hinos existentes na Europa e nos EUA.

    Os direitos autorias dos "Salmos & Hinos" foram doados pelo filho adotivo do casal Kalley, Dr. João Gomes da Rocha, à Igreja Evangélica Fluminense, no Rio de Janeiro, poucos dias antes de sua morte, em 1947.

    119 anos depois da publicação do modesto hinário de 1861 e 61 anos após a última edição de "Salmos e Hinos com Músicas Sacras", podemosusar a quinta edição, totalmente revisada e aumentada para 652 títulos, que foi impressa em 1975.

    O volume inclui índices dos assuntos, citações bíblicas, melodias, métrica, compositores ou arranjadores das melodias, autores ou tradutores das letras, dos primeiros versos originais e dos primeiros versos dos hinos e seus estribilhos. A cuidadosa revisão esteve a cargo especialmente do Rev. Manoel da Silveira Porto Filho, inspirado poeta sacro, e da professora Henriqueta Rosa Fernandes Braga, a maior autoridade na ocasião em história da música sacra no Brasil, autora de "Cânticos de Natal" e "Música Sacra Evangélica no Brasil". Ela preparou os originais de todas as 1161 páginas da mais querida coleção de hinos evangélicos cantados no Brasil e Portugal até então - os SALMOS E HINOS.

    Muitos dos hinos que compões essa coletânea tem contribuído para levar almas aos pés de Cristo. A propósito, conta-se que certo missionário Evangélico quando se encontrava em Siãoconheceu um descendente de certa tribo habitando nas montanhas, na maior selvageria e sem qualquer conhecimento da religião cristã. Sentiu desejo de ir até lá e ensinar-lhes o amor de Deus. Seus amigos tentaram dissuadi-lo da idéia. De joelhos, ele procurou a resposta e a obteve, ouvindo uma voz, como vinda do céu, que dizia: "Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura." Entendeu ser essa a vontade de Deus. Durante a viagem, sentiu-se encorajado com as palavras que ouvia em seu coração: "Eis que estou convosco todos os dias até a consumação dos séculos." Depois de longa viagem, chegou ao lugar desejado. Viu-se cercado de uma multidão de selvícolas aguerridos, ameaçadores, armados de flechas e lanças. O missionário não temeu. Tomando seu violino, afinou-o e começou a tocar e a cantar o belo hino que assim começa "Saudai o nome de Jesus!" número 231 do Salmos e Hinos. Enquanto cantava e tocava , mantinha-se de olhos cerrados. Ao chegar na última quadra do hino que diz: "Ó raças, tribos e nações, ao Rei divino honrai", abriu os olhos e viu, com grande alegria, que os selvagens haviam depositado suas armas no chão e permaneciam extasiados, comovidos com a música que ouviam. Fazendo-se entender, pediram ao missionário que permanecesse com eles, o que ele aceitou. Aprendeu-lhes a língua e começou a ensinar-lhes a Salvação em Jesus Cristo. E muitas vezes cantaram com profunda  gratidão: Saudai o nome de Jesus!
 A Auxiliadora Cantando o de D. Sarah Poulton Kalley o 181.

 Todos os presentes que cultuaram e engradeceram o nome do Senhor.

O pastor Adonias foi o pregador da noite, o mesmo trouxe uma palavra evangelista baseada em atos 4.12-13.  E fez referencia ao Hino 181 dos Salmos e Hinos.










sábado, 24 de novembro de 2012


SALMO 46
 1 Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na
   angústia.

 2 Pelo que não temeremos, ainda que a terra se mude, e ainda que
   os montes se projetem para o meio dos mares;

 3 ainda que as águas rujam e espumem, ainda que os montes se
   abalem pela sua braveza.

 4 Há um rio cujas correntes alegram a cidade de Deus, o lugar
   santo das moradas do Altíssimo.

 5 Deus está no meio dela; não será abalada; Deus a ajudará desde o
   raiar da alva.

 6 Bramam nações, reinos se abalam; ele levanta a sua voz, e a
   terra se derrete.

 7 O Senhor dos exércitos está conosco; o Deus de Jacó é o nosso
   refúgio.

 8 Vinde contemplai as obras do Senhor, as desolações que tem feito
   na terra.

 9 Ele faz cessar as guerras até os confins da terra; quebra o arco e
   corta a lança; queima os carros no fogo.

10 Aquietai-vos, e sabei que eu sou Deus; sou exaltado entre as
   nações, sou exaltado na terra.

11 O Senhor dos exércitos está conosco; o Deus de Jacó é o nosso
   refúgio.
Reféns da seca 
                          

“O Nordeste está sofrendo/ Seco sem água e sem planta/ O campina já nem canta/ O gado não está comendo/ As plantas estão morrendo/ Dá vontade de chorar”. Os versos são de Patativa do Assaré, que fez também a Triste Partida, o Boi Fubá e tantas melodias que se imortalizaram. Patativa se inspirava na dor do sertão, olhando o seu chão esturricado, vendo a sua gente perder a batalha contra a natureza.
E como ele, milhares de sertanejos de alma poética vão tirando do chão a sua poesia. A seca, aliás, pode tirar tudo do sertanejo, menos a sua veia poética. Nas terras de São José do Egito, reino encantado da poesia, a maior seca dos últimos 50 anos já arrasou tudo e levou poetas a implorar por uma gota de água com uma cuia no meio da rua.
Em Conceição das Creoulas, Ana Paula e Maria Filha, descendentes de quilombolas, sabem de cor e salteado versos de Patativa, que já se foi, do Louro do Pajeú, esfinge da viola de São José do Egito. E é neles que elas se inspiram, ganham coragem e buscam energia para resistir ao último pau de arara.
Para isso, saíram do mato e ajudadas pela Associação dos Quilombolas, que fez uma parceria com o Governo do Estado, através do programa Inclusão Produtiva, fazem cursos práticos para aprender alguma atividade, como manicure, e buscar uma renda a mais para continuarem seus estudos.
“Queremos estudar, se preparar para um dia sair daqui, ter oportunidade em outro lugar que a gente tenha emprego e veja o muito diferente, de outra forma”, diz Ana, que vive todos os anos a agonia de ouvir os lamentos do pai, de que o sol abrasador devastou tudo, até a última palha do que plantou para dar de sustento à família.

                        
Conceição das Creoulas, onde vivem Ana e Maria, é um pedaço conflituoso do sertão. Ali, quilombola convive, mas não se mistura com índio atikum. Josilane, de uma negritude bela, vive ali a rotina de carregar água de um cacimbão fétido, para dar aos animais e usar nas necessidades domésticas.
Diferente de Ana e Maria, ela não buscou ainda um curso para aprender algo diferente e sair dali para ganhar o mundo, mas também sonha. “Sonho com a terra. A nossa luta aqui é para ter o nosso direito reconhecido, o direito à propriedade da terra, para dela tirar o sustento quanto tiver tempo bom de chuva”, diz.
O pior é que esse tempo bom nunca chega ou tarda a chegar não apenas em Conceição das Creoulas, mas em todos os rincões do semiárido, onde o gado morre, os pássaros já não cantam mais e gente sofre na pele a humilhação por uma esmola que chega num cartão magnético dos programas sociais.

                           
Passada a segunda quinzena do mês, é tempo de agonia para Josefina de Assunção, Arnaldo Pedro e Maria de Lourdes. Agonia que tem hora para começar, mas não tem hora para acabar nas intermináveis filas do recebimento do auxílio social em São José do Egito. Ontem, eles estavam entre as centenas de famílias que chegaram ali as cinco da matina.
E só viram a cor do dinheiro do Bolsa Família, a nova roupagem das frentes de emergência, seis horas depois. O batido para quem depende de qualquer programa social do Governo é assim: penar em longas filas, que dobram o quarteirão, debaixo do sol ardente, sendo tratado feito bicho.

                                
Para não passar por humilhação tão desgraçada, Genário Francisco da Silva, 58 anos, vive do ofício de fazer de forma bem artesanal redes de pesca no Sertão do Pajeú. Em Lagoa Funda, onde mora em terras do município de Iguaracy, vai tecendo, pacientemente, com agulha e nalho o produto do seu trabalho.
Mas a seca também atrapalhou o ganha-pão de Genário. “Com os açudes secos, os peixes morreram e não aparece ninguém mais para comprar minhas redes. Aqui mesmo, havia um açude com muito peixe, mas a gente não encontra mais nem um corró”, lamenta o talhador da pesca.

                            
Num outro sertão conflagrado, o Moxotó, que se confunde com o do Pajeú, pela irmandade em tudo, principalmente no sofrimento, Pedro de Assis, 25 anos, carrega sacas de farelo de soja na cabeça para ganhar R$ 25. Ele mora em Sertânia, terra de caprinos e ovinos, animais mais resistentes às intempéries do sol.
“Dou um duro desgraçado. Nesse sol quente, a sensação é de que a cabeça vai partir ao meio quando chego em casa”, diz, referindo-se as mais de 50 sacas que carregou ontem num descarregamento de farelo para abastecer uma fazenda de gado de corte em Sertânia. Mas Pedro não tem saída.
Diz que, antigamente, os bicos que apareciam eram menos brutais. “A seca escraviza. Quando chove, a gente também sofre na roça, mas é um sofrimento menos sofrido”, desabafa, rangendo os dentes pelo peso do saco de farelo sobre a cabeça.

                           
José Rodrigues Sobrinho, o Zezinho, 58 anos, foi vaqueiro afamado no Sertão do Moxotó. Aprendeu cedo a derrubar o boi na caatinga fechada, a amansar cavalo cismado. Ganhou prêmios em todas as pelejas de gado que disputou não só em Pernambuco, mas em outros Estados, como a Bahia, Ceará, Maranhão e até Minas Gerais.
Zezinho nunca rejeitou desafios em vaquejadas e por isso ganhou fama e respeito durante o seu reinado de maior vaqueiro do Moxotó. Mas como o tempo passa para todo mundo, para o experiente derrubador de gado brabo também passou e hoje vive apenas de recordações daquele tempo bom.
“Eu vivia pelo mundo participando de competições como todo vaqueiro que se preza”, diz. Hoje, Zezinho monta num cavalo diferente, que não tem quatro patas, mas duas rodas e que virou em terras euclidianas a versão moderna do “jumento do sertão”. São as motos. “Troquei o gibão pelo capacete”, brinca.
Zezinho é servidor público, funcionário da Adagro numa fazenda de criação do Governo do Estado em Sertânia, cujo reservatório, que num passado distante era um mar de água, está, hoje, com o agravamento da seca, com apenas 30% das suas reservas.
“Quem, como eu, viu esse açude nos velhos tempos botar água de canto a canto e hoje estar nessa situação dá uma dor profunda no coração, uma amargura. Mas o que se pode fazer? É a seca, a maior, aliás, que já vi em toda minha vida”, diz o ex-vaqueiro e agora motoqueiro dos sertões.

fonte blog do Magno.
 Escrito por Magno Martins, às 07h52